BMG Foods consolida presença no Brasil com foco em qualidade, inovação e sustentabilidade

BMG

Frigorífico líder de mercado no Paraguai e, há 28 anos, referência em qualidade naquele país, o Frigorífico Concepción implantou suas operações também no Brasil. A empresa trouxe sua sólida experiência internacional e chegou ao Brasil em 2021, com uma atuação marcada por compromisso com a sustentabilidade, inovação e excelência em produtos cárneos

Por: Juçara Pivaro

Com um portfólio completo que inclui carnes bovinas e suínas, além de subprodutos,a BMG Foods atende tanto o varejo quanto o foodservice, oferecendo produtos resfriados e congelados que conquistam pela qualidade e pelo sabor.Atualmente, são mais de 30 mil clientes em todo o território nacional, incluindo redes de supermercados, açougues, restaurantes e distribuidores.

A empresa também tem forte atuação internacional,é uma exportadora de destaque,com habilitação para enviar produtos a mais de 40 países, alcançando alguns dos mercados mais exigentes do mundo. Essa presença global reflete a confiança construída ao longo de quase três décadas e o compromisso da companhia com padrões igorosos de qualidade e rastreabilidade.

Com 6 mil colaboradores e 40 unidades de produção e distribuição espalhadas pelo Brasil, a BMG Foods investe continuamente em tecnologia, eficiência logística e práticas sustentáveis em todas as etapas da cadeia produtiva — do campo à mesa.

A empresa incluiu também em seu portfólio o segmento pet e está trabalhando no fortalecimento da marca Gran Cani e devem vir mais inovações por aí para pets.

Com todo esse histórico e expertise no setor, a BMG Foods enfrentou desafios para implantar suas operações. Confira na entrevista com Ricardo Rinaldo, head de marketing da empresa.

Revista +Carne – Desde quando o BMG Foods está presente no Brasil? Fale dos fatores que contribuíram para a decisão do BMG Foods se estabelecer no Brasil também?

Ricardo Rinaldo – Iniciamos a operação brasileira em 2021, porém já estávamos no mercado desde 1997 por meio de distribuidores e importadores que traziam nossos produtos do Paraguai e os distribuíam no mercado interno, principalmente no food service. Nosso volume exportado tornou-se muito relevante e vimos no Brasil, em 2021, uma oportunidade de expansão dos negócios locais e aumento das exportações e, também, iniciamos a diversificação de portfólio com a entrada no mercado de suínos.Passamos a exportar carnes para a operação paraguaia e agora exportamos para mais de 40 países.

Revista +Carne – Quais foram as estratégias para ter uma filial no Brasil?

Ricardo Rinaldo – Nossa estratégia foi,inicialmente, de adquirir algumas plantas e formar parcerias com outras que estavam operando abaixo de suas capacidades produtivas, oferecendo nosso know how e suporte para adequações, conquistamos habilitações para exportação e proporcionamos melhorias de produtividade. Desta forma, conseguimos rapidamente expandir nossa capacidade de abate, desossa e distribuição em todo Brasil, além de poder atender mercados externos que buscam em atuar no Brasil, além de poder atender mercados externos que buscam aqui a proteína e outros produtos agrícolas.

Revista +Carne – Quais foram os desafios em atuar no Brasil?

Ricardo Rinaldo – A entrada no Brasil trouxe muitos desafios, mas três deles foram marcantes, um deles foi conquistar o pecuarista, pois num setor dominado por grandes empresas foi crucial mostrar ao nosso fornecedor (pecuarista) que a BMG Foods, apesar de nova no mercado, já nasceu grande e com força suficiente para ser mais uma boa opção para o pecuarista brasileiro. No entanto, o perfil conservador desse público fez com que isso levasse algum tempo para essa relação de confiança ser construída.

Outro desafio foi tornar as marcas conhecidas no mercado, que é ultracompetitivo, onde há players formais e informais e muita guerra de preços. Isso demandou bastante investimento e estratégia para a estruturação do portfólio de marcas e produtos e da rede de distribuição e penetração de mercado.

E, finalmente, o terceiro desafio foi entrar no segmento de suínos: Outro grande desafio dentro desta vertente foi criar um modelo verticalizado na produção de carne suína, que, hoje, contamos com granjas nas quais realizamos o ciclo completo da produção do suíno que abastece nossas plantas frigoríficas.

Revista +Carne – Quais considera que sejam as maiores conquistas aqui no Brasil?

Ricardo Rinaldo – Somos uma das empresas líderes em produção de carne na América do Sul e o 3º maior frigorífico bovino do Brasil em apenas três anos e construímos um time de mais de seis milpessoas que nos ajudaram a chegar até aqui, pois sem eles nada disso seria possível.

Hoje, temos orgulho de dizer que contamos gado cadastrados em nossa base, sendo a maioria pequenos e médios produtores que estão crescendo junto conosco.Fazemos o monitoramento socioambiental de 100% dos nossos fornecedores em parceria com a empresa de tecnologia Nice Planet, que cruza imagens de satélite com informações públicas oficiais, permitindo,desta forma, estabelecer o status de conformidade socioambiental da cadeia de suprimentos de bovinos. Temos uma equipe de 13 pessoas dedicadas a acompanharesse monitoramento.

Construímos uma rede de distribuição extremamente sólida que, atualmente, conta com 21 CDs espalhados pelas cinco regiões do país, com logística eficiente que nos permite atender os segmentos de food servisse e o pequeno/médio varejo, resultando em uma venda extremamente pulverizada e com alto valor agregado para 30 mil clientes ativos construída nesses três anos de operação aqui.

Somos um dos maiores exportadores de proteínas das Américas, com habilitação para exportar para mais de 40 países, sendo os principais destinos de exportação de carne bovina a China, Oriente Médio e Norte da África, enquanto para carne suína os destinos mais frequentes são Japão,Coréia do Sul e Filipinas.

Revista +Carne – Fale das marcas que a BMG Foods disponibiliza no Brasil e suas as características e perfil de consumidores de cada uma delas? A empresa atua em fornecimento em quais regiões do Brasil?

Ricardo Rinaldo – A BMG Foods é o 3º maior frigorífico bovino do Brasil e também atua no segmento carne suína e no segmento de petfood. Em bovinos,temos a marca Gold Beef que é nossa marca de maior volume para consumo do dia a dia, tem todos os cortes bovinos disponíveis. Está presente nos açougues, supermercados e varejos que trabalham com carne porcionada no balcão, muitas vezes, sem mostrar a marca, mas também conta com peças individuais resfriadas e congeladas que ficam expostas na área de vendas.Já a Gold Beef Seleção, é nossa marca de maior valor agregado, com cortes selecionados desde a origem, bom acabamento das peças e cobertura de gordura uniforme. São peças porcionadas resfriadas ou congeladas. A marca busca o consumo nos momentos de comemoração ou indulgência,onde o consumidor está disposto a investir um pouco mais na proteína. Temos a marca Patrão do Churrasco, que é nossa marca premium. Voltada para churrasco gourmet, ela oferece excelente, seja na churrasqueira ou no forno. Proveniente de gado jovem, tem cobertura de gordura uniforme, marmoreio e cortes gourmet, como o tomahawk, short rib, ancho e picanha premium.

Por fim, contamos com as marcas importadas do Paraguai que são a Beef Club, Limatore e Concepción que chegam com posicionamento de alta qualidade e são muito conhecidas e consumidas no food servisse e, em alguns estados, são nossos carros-chefes no varejo também.

No segmento de suínos, temos a marca My Pork com cortes in natura e, também, com uma linha de linguiças premium e cortes temperados congelados, e a Gold Meat, marca de suínos mais voltada para os restaurantes com portfólio amplo como bacon, linguiças defumadas e cortes porcionados que facilitam o dia a dia na cozinha profissional.

A Gran Cani é nossa marca de petiscos para cães. O portfólio conta com petiscos naturais desidratados, feitos com partes de bovinos e suínos que reduz a formação de tártaro, alivia o stress e a ansiedade e alimentam, pois são feitos 100% de proteína animal sem corantes ou conservantes.

Revista +Carne – Quais marcas são mais consumidas no Brasil? E quais são mais exportadas?

Ricardo Rinaldo – No Brasil as marcas mais consumidas são a Gold Beef e a Beef Club, que têm as maiores distribuições do portfólio. Na exportação, levamos a marca Gold Beef para bovinos e Notable para suínos, exportados em sua maior parte para o Japão. Nossa balança de negócios está em 80% no mercado interno e 20% na exportação.

Revista +Carne – Quais as inovações que o BMG Foods apresentou ao mercado recentemente?

Ricardo Rinaldo – Neste ano, trouxemos a Gold Beef Seleção como o lançamento, buscamos inovar no posicionamento ao oferecer um produto com alta qualidade para os momentos especiais da vida das pessoas e iniciamos um trabalho mais forte com a Gran Cani, nossa marca para o segmento de pet food.

Revista +Carne – A empresa deve entrar para outros segmentos de carne?

Ricardo Rinaldo – Estamos sempre atentos às lacunas de mercado. Vamos investir na consolidação da nossa operação atual, na construção e fortalecimento das marcas Gran Cani e Gold Beef Seleção e em uma nova marca de suínos mais acessívelpara o consumo diário. Temos sim algumas inovações em nosso pipeline, projetados para início de 2026, que vão atender o mercado de food service e outras para o mercado pet.

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