Aurora Coop vai desembarcar em Xangai com nova unidade de negócios 

Aurora Coop vai desembarcar em Xangai com nova unidade de negócios

Editado por Revista + Carne

Com a abertura de unidade de negócios no continente asiático, a Aurora Coop amplia presença no comércio mundial. No ano passado, a receita operacional bruta no mercado externo cresceu 23,7% totalizando R$ 9,1 bilhões, enquanto as receitas obtidas no mercado brasileiro totalizaram R$ 15,7 bilhões, um crescimento de 10%. Ou seja, 63,6% do faturamento originou-se no mercado interno e 36,4% no mercado externo. Os maiores volumes de sua produção (64,4%) ficam no mercado doméstico e a menor parcela (35,6%) no mercado mundial.

         A expressão mercadológica nacional da Aurora Coop fica mais uma vez evidenciada: em 2024 a empresa respondeu por 21,6% das exportações brasileiras de carne suína e por 8,4% das exportações de carne de frango.

         “Crescer no mercado mundial é prioridade de nossa planificação estratégica”, enfatiza o presidente Neivor Canton. Por esse motivo, foi inaugurada no ano passado a unidade corporativa comercial de exportação, na cidade portuária de Itajaí (SC).

Agora, para avançar ainda mais no projeto de internacionalização, a Aurora Coop abrirá a primeira unidade no exterior, no dia 19 de maio, que será inaugurada em Xangai, na China.

A unidade estará focada, inicialmente, nos negócios da Aurora Coop para a China em carne de suínos e de aves. Em segundo momento, ampliará o atendimento para Hong Kong, Vietnã e outros países do sudeste asiático. O objetivo é incrementar as vendas de todos os cortes de suínos e de aves que, hoje, são exportados para aquele mercado. Simultaneamente, há a perspectiva de atender in loco as demandas específicas de cada importador, podendo desenvolver novos produtos ou adequações aos já produzidos.

Em entrevista, Dilvo Casagranda, diretor comercial de Mercado Externo da Aurora Coop, fala deste novo desafio a cooperativa.

Qual a relevância estratégica da abertura da unidade em Xangai para a atuação da Aurora Coop no mercado asiático? Quais os principais objetivos dessa expansão?

A Aurora Coop tem em seu plano estratégico o fortalecimento de sua participação no mercado externo e para atender esta diretriz desenvolveu o projeto da internacionalização que começou com a instalação de uma Unidade em Xangai – China por ser este o principal mercado das exportações da Aurora, bem como ter perspectivas de crescimento nos próximos anos.


Como a nova unidade em Xangai se insere na estratégia de longo prazo da Aurora Coop para o crescimento dos negócios no mercado internacional?
Através de uma interação mais próxima com o mercado, trazendo em tempo real as mudanças de demandas e ou de tendências que acontecem no país. A presença in loco junto ao mercado torna mais assertivas e ágeis as ações para o atendimento dos clientes.

Como foi o processo de estruturação dessa iniciativa? Que parâmetros foram utilizados para a definição de Xangai para abrigar essa unidade estratégica?
O trabalho de elaboração do projeto foi desenvolvido com suporte de especialista contratado para conduzir este projeto, que foi desenvolvido junto com colaboradores internos da Aurora Coop, para dar o toque cultural da cooperativa ao projeto. Foram avaliados todos os pontos importantes de mercado e perspectivas, sendo definido por Xangai a instalação da primeira Unidade no exterior, pela representatividade da China nas importações de produtos da Aurora Coop, bem como pela localização estratégica dentro do continente asiático, que permite no futuro atender outros países próximos.

Quais foram os principais desafios e oportunidades que a Aurora Coop identificou ao expandir suas operações diretamente na China e na região do Sudeste Asiático?
É sempre um grande desafio se estabelecer no exterior e muito mais ainda quando falamos de China, que tem aspectos culturais muito diferentes do ocidente. Além da questão da língua falada no país (mandarim), com todos seus dialetos, e o entendimento das legislações locais para se implantar a Unidade cumprindo a rigor todas as exigências em vigor num outro país.

É um aprendizado incalculável, uma experiência enriquecedora, mas também uma responsabilidade imensa. As oportunidades lá foram mapeadas, tanto na China como em outros países do sudeste asiático que têm demanda. E eles têm no Brasil o fornecedor capaz de atender essas demandas com qualidade e competitividade.

Que lições essa experiência pode oferecer para outras cooperativas brasileiras? Será possível observar uma internacionalização mais frequente das cooperativas nacionais?

Depende do plano estratégico de cada cooperativa. As oportunidades existem pelo mundo em todos os segmentos. O que precisa é ter uma definição clara de internacionalizar. E aí estamos falando da cooperativa como um todo e não apenas de um departamento. É preciso que toda a instituição esteja alinhada ao projeto para que a implementação tenha o suporte necessário e, assim, traga consistência e resultados positivos. Internacionalização não é levar uma ou duas pessoas da cooperativa para trabalhar no exterior. É levar o negócio da cooperativa ao exterior com presença física, cultural e estratégias bem definidas.


Quais são os próximos passos da Aurora Coop para expandir sua presença em outros mercados?

A Aurora Coop já exporta para mais de 80 países e os negócios com exportação representam 35% a 40 % da receita total da cooperativa, dependendo do momento dos mercados. Temos um plano estratégico de crescimento que contempla também crescer e fortalecer a presença da Aurora Coop no mercado externo, estando planejado aproveitar as oportunidades de mercados em todos os continentes. O Brasil é e continuará sendo um importante fornecedor de alimentos para o mundo e a Aurora Coop estará inserida neste contexto ampliando sua participação como fornecedora de alimentos para o Brasil e para os países importadores, pela qualidade competitividade e comprometimento em fazer bem feito o seu trabalho.

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