Em operações frigoríficas, eficiência energética e estabilidade térmica dependem não apenas dos equipamentos de refrigeração, mas também da qualidade estrutural das câmaras frias. Aspectos como vedação, dimensionamento, fluxo logístico e escolha adequada dos materiais têm impacto direto no desempenho da operação e nos custos energéticos da indústria.
É neste segmento que atua a ATR, empresa fundada em 2006 e especializada no desenvolvimento de projetos de câmaras frigoríficas para toda a cadeia de proteínas. A companhia trabalha com soluções personalizadas que envolvem dimensionamento, acabamento, montagem e manutenção.
Segundo Andrei Diogo Breis, diretor comercial da ATR, a estrutura da câmara fria é um dos pilares para garantir eficiência térmica e segurança operacional. “Um projeto mal dimensionado pode gerar perdas de desempenho, condensação e danos em paredes, tetos e piso, aumentando o consumo de energia e prejuízos aos produtos”, afirma.

Andrei Diogo Breis, diretor comercial da ATR
De acordo com o executivo, muitos problemas começam ainda na fase inicial do projeto, principalmente pela ausência de informações técnicas mais detalhadas sobre a operação. “Os principais erros estão na falta de informações técnicas no escopo inicial, no tipo de produto a ser armazenado, além do layout de armazenagem e da movimentação logística, o que pode comprometer todo o processo”, explica Breis.
Outro ponto crítico dentro das operações frigoríficas continua sendo o sistema de portas e vedação. Segundo Breis, falhas no dimensionamento e na escolha inadequada dos modelos comprometem diretamente a eficiência térmica da planta.
A customização dos projetos também aparece como fator decisivo para alcançar melhor desempenho operacional. Cada planta possui necessidades específicas relacionadas ao tipo de produto, volume armazenado e dinâmica de movimentação interna.
“Aspectos como cronograma de movimentação, tempo de exposição e tipo de processo, seja resfriamento ou congelamento, precisam estar alinhados para minimizar perdas térmicas”, ressalta o diretor.
Quando o assunto é tecnologia aplicada à refrigeração, Breis avalia que o mercado brasileiro evoluiu significativamente nos últimos anos, embora ainda exista diferença no nível de adoção entre as empresas. “Uma parcela do mercado já aplica tecnologias avançadas e alcança maior eficiência térmica e operacional. Porém, muitos ainda não acompanham esse nível de atualização, o que mostra o grande potencial de evolução do setor”, conclui.

